sábado, 2 de agosto de 2014

Reservas ambientais em Novo Progresso

Ivani Brandão de Oliveira
Professora
Novo Progresso / PA

                                                      

O surgimento de Novo Progresso se deve a construção da rodovia Santarém - Cuiabá, que em 1973, rasgou a floresta amazônica. Em 1983, já se percebia um pequeno povoado, com uma igreja e um campo de futebol.
O ano de 1984 representou a mudança total na economia do lugar, com a descoberta de um rico filão de ouro, atraindo milhares de pessoas à localidade. Nessa época o povoado chamava-se Progresso.
A comissão Pró-emancipação foi criada em 1985, sendo presidente o Sr.Laurindo Blatt. O povoado foi elevado à categoria de Município, pela Lei Estadual nº 5.700, de 13 de dezembro de 1991, com território desmembrado de Itaituba e instalado em 1º de janeiro de 1993, com denominação de Novo Progresso.
O termo "Novo" foi acrescentado para diferenciá-lo de outro município da Federação com o nome de Progresso.
A principal atividade econômica é a Industria Madeireira, embora existam atividades garimpeiras e pecuária de corte. Uma das atividades econômicas de crescimento recente é a mineração em escala industrial com a vinda de multinacionais do setor, pois o subsolo é rico em ouro, chumbo e granito. A cidade tem um comércio forte graças a atividade florestal principalmente da exportação de produtos manufaturados de madeiras de lei, tais como Ipê, Jatobá e Cumaru. A cidade abrigava pelo menos 35 grandes empresas ligadas ao setor, além de outras 20 de pequeno porte, que em certa época geravam uma soma de 4.650 empregos diretos e outros tantos indiretos.

                                                                FLONA JAMANXIN

Os produtores rurais que atuam irregularmente dentro da Flona propuseram ao Instituto Chico Mendes, responsável pelas unidades de conservação no Brasil, um termo de ajustamento de conduta com várias modificações na regulamentação e fiscalização das atividades produtivas na área.
Criada em fevereiro de 2006 pelo Decreto Presidencial nº 10.770, a Flona do Jamanxim está localizada a noroeste da BR-163, na divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso. Tem um perímetro de 1.301.120 hectares.

Segundo o Estadão, cerca de 500 famílias vivem hoje dentro dos limites da unidade de conservação. Se todas essas famílias fossem retiradas e indenizadas, o governo seria obrigado a pagar milhões em indenizações, além de realocar a sua população. A solução mais simples para o problema seria regularizar essas famílias e permitir a produção agropecuária no local.

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